Declaração emitida pelos Patriarcados de Antioquia e todo o Oriente para os Ortodoxos gregos, Ortodoxos sírios e Católicos greco-melquitas

 
 
Foto: Texto de declaração - Imagem na 1ª página de Vasco Gargalo
 

Nós, os Patriarcas: João X, Patriarca Ortodoxo grego de Antioquia e todo o Oriente, Inácio Afrodis II, Patriarca Ortodoxo sírio de Antioquia e todo o Oriente, e José Absi, Patriarca Católico greco-melquita de Antioquia, Alexandria e Jerusalém, condenamos e denunciamos a brutal agressão que ocorreu esta manhã contra o nosso precioso país, a Síria, pelos EUA, a França e Reino Unido, sob alegações de que o governo Sírio usou armas químicas. Levantamos as nossas vozes para afirmar o seguinte:

Esta brutal agressão brutal é uma clara violação das leis internacionais e da Carta da Nações Unidas, porque é um ataque injustificado a um país soberano, membro da ONU.

Causa-nos grande dor que este assalto venha de países poderosos aos quais a Síria não causou qualquer dano de nenhuma forma.

As alegações dos EUA e outros países de que o Exército Sírio está a usar armas químicas e que a Síria é um país que possui e usa este tipo de arma, é uma alegação que é injustificada e não é sustentada por evidências suficientes e claras.

O momento desta injustificada agressão contra a Síria, quando a Comissão Internacional Independente de Inquérito estava prestes a iniciar o seu trabalho na Síria, prejudica o trabalho desta comissão.

Esta brutal agressão destrói as hipóteses para uma solução política pacífica e leva à escalada e a mais complicações.

Esta agressão injusta encoraja as organizações terroristas e dá-lhes força para continuar no seu terrorismo.

Apelamos ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para desempenhar o seu intrinseco papel em trazer a paz, mais do que contribuir para a escalada de guerras.

Apelamos a todas as igrejas nos países que participaram na agressão, a cumprir os seus deveres Cristãos, de acordo com os ensinamentos do Evangelho, e a condenar esta agressão e a chamar os seus governos a comprometerem-se com a proteção da Paz Internacional.

Saudamos a coragem, o heroísmo e os sacrifícios do Exército Árabe Sírio, o qual corajosamente protege a Síria e dá segurança ao seu povo. Oramos pelas almas dos mártires e pela recuperação dos feridos. Estamos confiantes que o Exército não se curvará perante as agressões terroristas externas ou internas; eles continuarão a combater corajosamente contra o terrorismo até que cada centímetro da terra Síria seja limpo do terrorismo. Nós, do mesmo modo, elogiamos a corajosa posição dos países que são amigos da Síria e do seu povo.

Entregamos as nossas orações pela segurança, vitória e libertação da Síria de todos os tipos de guerras e terrorismo. Também rezamos pela paz na Síria e em todo o Mundo, e apelamos ao fortalecimento dos esforços de reconciliação nacional com o fim de proteger o país e preservar a dignidade de todos os Sírios.

Rede Voltaire | Damasco (Síria) | 18 de Abril de 2018

http://www.voltairenet.org/article200797.html

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É o relato de uma testemunha, uma portuguesa de 38 anos, publicado no sítio da internet da Arquidiocese de Braga, segundo o qual o alegado ataque com armas químicas não passou de um “cenário”, uma “história inventada” e “mais uma desculpa para poderem atacar”.

Maria de Lúcia Ferreira diz que o bárbaro ataque com armas químicas atribuído ao regime de Bashar al-Assad no dia 7 de Abril, não passou de um falso pretexto destinado a justificar o ataque militar levado a cabo pelos Estados Unidos, a França e o Reino Unido.

“Não houve nenhum eco de armas químicas aqui no país. Não se ouviu dizer nada” – afirmou a religiosa que vive no Mosteiro de São Tiago Mutilado, em Qara. (in Aventar)

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Religiosa portuguesa na Síria diz que ataque com armas químicas "foi história inventada"

(in http://diocese-braga.pt/noticia/1/18162)



Os Bárbaros
20 de Abril 2018